O coronavírus não apenas forçou os varejistas a considerarem novas abordagens, mas muitos que já estavam atrasados ​​digitalmente e não conseguiram adotar estratégias de omnichannel, estão pior preparados para lidar com o cenário de varejo em rápida mudança do que no período pré-pandemia. 

Os varejistas tradicionais continuarão enfrentando os mesmos desafios que enfrentaram antes do Covid-19, como agregar valor à experiência na loja em vez da conveniência de fazer compras online, com a tarefa adicional de torná-la segura. 

As experiências na loja continuarão a ser um diferencial importante para as marcas que o fazem bem, por meio de uma abordagem centrada no cliente e também baseada em dados. Neste texto, são apresentadas 5 inovações que representam esse amplo cenário de tendências que estão moldando a nova realidade do varejo. 

1. As lives que já tem grande relevância na China

Em 2020, após a grande força das lives no início da pandemia, a grande maioria das pessoas se familiarizaram com elas de alguma forma, seja apenas de ouvir falar ou como consumidores. 

Os formatos de lives que mais ficaram famosos no Brasil, foram de artistas, em especial cantores, batendo recordes atrás de recordes. Porém, na China, as marcas enxergaram isso como oportunidades e fizeram das lives um lugar para vender.

Dois formatos se destacam na China, o primeiro com influenciadoras que utilizam as roupas das marcas de acordo com o gosto das telespectadoras e na mesma plataforma, existe a opção de compra da roupa indicada.

O outro formato de live está se fundindo com outra tendência, modelos 3D pré-programados gerados por computador que usam gráficos animados para transmitir ao vivo. 

Um número crescente de plataformas de comércio eletrônico e marcas estão usando ídolos de anime virtuais para atrair uma geração mais jovem de compradores. O vídeo abaixo mostra um pouco sobre como isso está sendo feito.

2. A experiência de compra social que mistura digital e o físico

Um ótimo exemplo de empresa que está seguindo esse caminho, é o da marca britânica Burberry, que fez parceria com a Tencent, uma das principais empresas de tecnologia da China, para uma experiência de compra social totalmente nova. 

Localizada em Shenzhen, a loja de destino oferece uma mistura poderosa de compras na vida real com interação online e recursos especiais. A loja usa QR Code em produtos para se conectar com a vida digital dos clientes. 

Depois de digitalizados em um smartphone, os códigos revelam dicas de estilismo, pontos para desbloqueio de conteúdos exclusivos e informações adicionais sobre a marca e seus produtos. A colaboração é acessada por meio de um mini programa disponível no WeChat. Depois de criar um perfil, o avatar de cada visitante eclode em um ovo, vinculando perfeitamente o mundo online. 

Os compradores usam o programa para reservar um dos três provadores da loja, sendo que cada reserva inclui uma gama pré-selecionada de roupas para experimentar e uma lista de reprodução personalizada. As reservas de mesa no café da loja e os compromissos com estilistas são também concluídos no aplicativo.

3. Plataforma de storefront cria ‘Ruas Virtuais’

Se os compradores não podem visitar a rua comercial, por que não levá-la aos compradores? Essa é a ideia por trás do Streetify, uma plataforma de e-commerce lançada no final de março, bem a tempo de ajudar as empresas a responderem à crise do COVID-19.

Os usuários do aplicativo e do site podem escolher a rua que desejam visitar e rolar para a esquerda ou direita para “caminhar” para cima e para baixo. São mostrados para eles as vitrines virtuais, nas quais eles podem clicar em qualquer loja para entrar em seu site Streetify. 

Uma vez dentro da “loja”, os consumidores podem ver todas as ofertas especiais, negócios e promoções que foram reunidos nos principais sites de negócios. Os proprietários de empresas também podem colocar mensagens em suas vitrines virtuais, anunciando negócios, opções de entrega, produtos em estoque e muito mais.

No vídeo abaixo é apresentado um pouco sobre a proposta da empresa, em especial para lojistas.

4. Checkout app réplica experiência na loja

A pandemia do COVID-19 custou ao setor de varejo bilhões de dólares e milhares de empregos. Diante desse contexto, algumas empresas, em especial startups, buscaram se ajustar a essa nova situação. A Showfields, na cidade de Nova York, tem focado em resolver a situação da interação nas lojas, onde há o perigo com as pessoas e objetos físicos. 

Como sua loja principal no Soho foi reaberta, eles tiveram que ser inovadores. Porém, tinha o desafio de manter a antiga experiência na loja para os clientes na forma do aplicativo Magic Wand.

Para os clientes que se sentem confortáveis ​​em se aventurar e ir até a loja, o aplicativo Magic Wand, lançado recentemente, foi projetado para servir como um consultor de varejo virtual para os clientes. O aplicativo fornece informações adicionais sobre os objetos de exibição, que os clientes podem escolher tocando ou digitalizando-os usando seus telefones. 

Para fazer uma compra, os objetos podem ser simplesmente adicionados a um carrinho digital e os clientes podem finalizá-la sem ter que interagir com um funcionário da loja. 

5. Cadeia de suprimentos transparente

Em um mundo pós-COVID, os clientes estão e estarão cada vez mais conscientes de onde os produtos vêm e, como consequência disso, os varejistas precisam ser mais transparentes sobre suas cadeias de suprimentos globais.

Um exemplo disso é o Evolution Design Lab, com sede na Califórnia, que criou uma plataforma digital para uso interno e com todos os fornecedores parceiros. O software inclui portais personalizados para fábricas, compradores e todos os demais stakeholders. 

O objetivo é garantir que todos os parceiros tenham acesso a informações precisas e em tempo real de todas as fases da produção. A partir do primeiro estudo de caso, a empresa relatou uma redução de 75% nos custos de desenvolvimento em amostras de calçados e um aumento de 300% na linha de produtos e profundidade de SKUs.

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