Nos últimos anos, a tecnologia vem trazendo diversas transformações para o mundo dos negócios. O digital vem ganhando muito espaço, e representa uma fatia cada vez maior das vendas totais das empresas do varejo.

Com o passar do tempo, os consumidores estão mais dispostos a aderir ao online, como é comprovado em diversas pesquisas e estudos de instituições renomadas. Diante desse cenário, as empresas que se dispuserem a se transformar digitalmente, estarão mais propensas à atender às expectativas dos clientes.

Pensando nisso, abaixo foram listadas as principais inovações tecnológicas que impactaram o varejo nos últimos anos e que transformaram o mercado de alguma forma.

1. Big Data

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O termo Big Data se refere aos dados estruturados e não estruturados que são gerados diariamente pelas empresas. É uma ferramenta inserida no contexto da Era da Informação que permite aos negócios maior capacidade de tomar decisões acertadas e definir o melhor caminho a ser seguido.

O varejo é um dos segmentos que mais utilizam essa tecnologia e obtém bons resultados. Isso porque as lojas conseguem movimentar-se conforme as descobertas do mercado e oferecer o melhor serviço baseado nisso.

O Big Data determina as razões de uma falha ou um gargalo internamente ou externamente em tempo real. Para os varejistas, isso é essencial para manter tudo em funcionamento, além de auxiliar no bom relacionamento com os clientes, o que é primordial para a vida dos negócios.

Dentre os principais benefícios dessa tecnologia, é possível destacar a otimização da gestão de estoque, acompanhamento de toda a jornada do consumidor, criação de campanhas personalizadas e vários outros.

Diante disso, é possível afirmar que o Big Data é um forte aliado para tomar decisões pautadas em dados, aumentando a probabilidade de oferecer produtos que façam sentido para os consumidores, o que gera muito valor para eles. Por esse e outros motivos, essa tecnologia se mostra muito relevante para o varejo.

2. Marketplaces 

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Marketplace é um site de comércio eletrônico no qual são vendidos produtos da loja que o hospeda assim como mercadorias de estabelecimentos parceiros. Funciona como um e-commerce tradicional, mas a plataforma reúne diferentes lojistas.

Traçando um paralelo para o mundo offline, um marketplace é como um shopping center, mas seria ainda mais parecido se o shopping em questão também vendesse produtos diretamente ao consumidor final.

De acordo com o 42º Webshoppers, os varejistas de marketplaces representam 78% do faturamento total do e-commerce brasileiro, visto que R$ 30 bilhões do faturamento dos seis primeiros meses de 2020 são de lojas que aderiram aos marketplaces, uma expansão de 56% sobre o mesmo período de 2019.

Um dos principais pontos positivos dos marketplaces é que eles tornam viável a venda de pequenos varejistas para um número gigantesco de pessoas e, diante disso, permitem que essas empresas tomem uma boa escalabilidade sem ter de fazer grandes investimentos.

Os principais marketplaces do Brasil são: Mercado Livre, B2W Marketplace (Americanas, Americanas Empresas, Submarino e Shoptime), Via Varejo (Casas Bahia, Pontofrio e Extra), Amazon, Magazine Luiza, Carrefour, Netshoes, GFG (Dafiti, Kanui, Tricae) e Centauro.

3. Ascensão do Mobile Commerce

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Segundo levantamento realizado pela Mobile Time em parceria com a Opinion Box, onde o foco da pesquisa foi estudar os padrões de consumo no comércio eletrônico através dos dispositivos móveis, constatou que 85% dos brasileiros que possuem smartphone já realizaram alguma compra por ele. 

A pesquisa também revelou que 73% dos consumidores móveis declaram que preferem comprar pelo celular do que pelo computador. Isto está relacionado ao alto grau de satisfação para com a experiência em m-commerce: 88% dos consumidores móveis dizem que estão satisfeitos ou muito satisfeitos com ela.

Em pesquisa realizada pela Ipsos, empresa de pesquisa e inteligência de mercado, as vendas realizadas via dispositivos móveis já correspondem a 44% de todas as vendas online. Porém, mesmo diante dos números, uma quantidade considerável de empresas que atuam nessa área parecem não se preocupar com o Mobile. Segundo a pesquisa, 25% das lojas online ainda não têm sites com foco em smartphones.

Diante dos dados apresentados acima, é comprovado o crescimento em larga escala do uso de dispositivos para realizar uma compra ou contratar um serviço. Esse crescimento é pautado na mudança de comportamento dos consumidores atrelada aos avanços tecnológicos, que acrescentam inúmeras novas formas de venda no mercado.

Por esse motivo, é possível afirmar que o M-Commerce impactou o varejo de alguma forma. As empresas que se adaptaram a este modelo, puderam usufruir de bons resultados, principalmente neste período de pandemia, onde o uso de smartphones para realização de compras obteve crescimento considerável.

4. Internet das Coisas 

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O conceito de IoT, ou internet das coisas, se refere à interconexão digital de objetos cotidianos com a internet, conexão dos objetos mais do que das pessoas. Em outras palavras, a internet das coisas nada mais é que uma rede de objetos físicos capaz de reunir e de transmitir dados.

Um dos pontos positivos do uso de IoT no varejo é a logística inteligente. A tecnologia permite os varejistas transportar as mercadorias de forma eficiente, através do controle de cargas. Além disso, o uso da tecnologia também pode auxiliar no monitoramento de rota dos veículos, otimização dos sistemas de controle de armazéns, etc.

A internet das coisas possibilita aos varejistas se conectarem e melhorarem a experiência dos clientes nas lojas. Por meio do smartphone é possível ficar sempre conectado com o consumidor e ainda acompanhar o interesse dele nos produtos e serviços oferecidos pela empresa. 

Diante disso, é possível personalizar o atendimento, as ofertas e até o layout da loja, colocando os produtos de interesse do cliente na página principal. Dessa forma, a tendência do consumidor a se engajar com a marca é ainda maior.

Diante desse contexto, aplicar a Internet das Coisas nas empresas será uma rotina nas lojas que buscam ampliar suas vantagens competitivas e apresentar inovação ao mercado.

5. Mídias Sociais

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De acordo com pesquisa realizada pela Ebit/Nielsen, nos dias de hoje as redes sociais representam o segundo maior motivador de compras com 19% das recomendações, ficando atrás apenas dos sites de busca, como o Google, que representam 25%.

Ao longo da última década, sites como Facebook, Twitter e Pinterest transformaram a maneira como os consumidores se comunicam com os comerciantes e como pesquisam o que querem comprar. 

Mais de 40% dos consumidores usam redes sociais para recomendar produtos, de acordo com pesquisa realizada pela E-commerce Brasil. Além de influenciar as decisões de compra dos consumidores, as redes sociais oferecem aos varejistas a oportunidade de levantar opiniões sobre seus novos produtos e serviços. 

Segundo a pesquisa, 80% dos consumidores que compram por indicações de redes sociais, ficaram satisfeitos em relação ao preço e fizeram algum elogio à compra, comprovando a força do canal e seu potencial de crescimento.

A pesquisa também revelou que entre as redes sociais o Facebook representa 53% das motivações de compra, seguido pelo Instagram com 32%, Google+ com 7%, Youtube com 4% e Whatsapp com 2%.

Diante da evolução do comportamento do consumidor e da democratização do uso de aparelhos móveis, é possível afirmar que as redes sociais tendem a crescer consideravelmente quando o assunto é a influência no processo de decisão de compras nos próximos anos.
Uma suposta ação do mercado varejista que comprova tal tendência é o movimento do Walmart em busca de adquirir a rede social TikTok, em parceria com a Microsoft.

Mesmo sendo de mercados completamente diferentes, possivelmente uma das ideias do Walmart com a aquisição é a diversificação de investimentos em um mercado que tem grande potencial de alcançar um crescimento ainda maior nos próximos anos.

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