O varejo é um setor que representa boa parte da economia mundial e é responsável pela geração de milhões de empregos em todo o mundo. Sendo um dos seus principais objetivos, levar produtos para seus clientes finais. 

Os primeiros movimentos de varejo no Brasil começaram desde o período de colonização, em 1500, onde os portugueses negociavam produtos com os indígenas que habitavam o Brasil.  

Desde então, o setor vem evoluindo em todos os sentidos, desde a mudança dos produtos vendidos até a evolução dos formatos de venda. Diante dessa evolução, alguns nomes se destacaram e foram muito importantes para o seu crescimento.  

Para os profissionais e amantes do varejo, é importante conhecer a história dessas personalidades que moldaram o segmento ao longo dos anos. Diante disso, o objetivo deste conteúdo é apresentar a história de alguns dos principais nomes no varejo, tanto em âmbito nacional quanto global.

Luiza Helena Trajano

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Nascida e criada em Franca, interior de São Paulo, Luiza Helena Trajano deu início a sua vida profissional bem cedo, com apenas 12 anos de idade.

O desejo de comprar presentes de Natal para sua família e amigos foi o que a levou abrir mão de suas férias escolares para trabalhar como balconista na loja de seus tios, Luiza Trajano Donato e Pelegrino José Donato.

A Cristaleira era uma pequena loja de presentes em Franca que foi comprada pelos tios de Luíza em 16 de novembro de 1957. Sua tia criou um concurso cultural na rádio local para os moradores da cidade escolherem o nome da loja recém comprada. Com essa estratégia de Marketing, o negócio ganhou o nome de Magazine Luiza, em homenagem à tia, Luiza Trajano Donato.

A sobrinha, Luiza Helena, que tinha começado como balconista ganhou gosto pelo trabalho e aos 18 anos passou a trabalhar de forma efetiva. Após se formar em Direito e Administração de Empresas, ela chegou a ocupar cargos em todos os setores da empresa.

Já em 1991, ela recebeu um bilhete de sua tia avisando que era a hora de assumir o comando da companhia. Luiza não teve dúvidas e aceitou o desafio. O auge de sua carreira aconteceria alguns anos mais tarde, em 2008, quando se tornou presidente da rede.

À frente da companhia, Luiza foi responsável por dar a cara que o Magalu tem hoje. Uma empresa se fundou em alicerces rígidos para sustentar um crescimento acelerado, tudo isso colocando o cliente sempre em primeiro lugar, que, segundo Luiza, é o principal fator do sucesso da companhia.

Em 2016, seu filho, Frederico Trajano, assumiu o cargo de CEO do Magazine Luiza, o que marcou a terceira geração de herdeiros no comando da empresa. Desde então, Frederico vem fazendo um excelente trabalho, tendo liderado, principalmente, o processo de transformação digital da companhia.

Jeff Bezos

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Nascido na cidade de Albuquerque, no Novo México (Estados Unidos), Jeffrey Preston Bezos, mais conhecido como Jeff Bezos, formou-se em engenharia elétrica e ciência da computação na Universidade de Princeton.

Jeff começou a carreira profissional trabalhando na área de informática, no Walmart. Atuou na empresa entre os anos de 1986 até 1994. A história da Amazon surgiu após essa experiência. Atualmente a maior empresa de comércio online do mundo, Jeff Bezos criou a Amazon na própria garagem.

Com a ajuda dos pais, que investiram o dinheiro que tinham na empreitada do filho, Bezos começou a Amazon vendendo livros. A Amazon cresceu rápido: em 1999, por exemplo, fechou o ano com vendas superiores a US $1,6 bilhão, superando os planos de Bezos, que previa valores tão expressivos para tempos depois.

Muito do sucesso da Amazon é creditado a atenção que Bezos dá aos detalhes sobre tudo que envolve suas empresas. Ele também transformou a maneira como as pessoas consomem livros ao lançar o e-reader Kindle.

Além das vendas, que hoje são de qualquer tipo de produto, a Amazon, por meio do Amazon Web Services, tem o maior sistema de armazenamento de informações na nuvem.

Já eleito um dos melhores líderes dos Estados Unidos e uma das pessoas mais influentes do mundo pela Times, Jeff Bezos investe em diversas empresas. Para isso, conta com a Bezos Expeditions, especializada em capital de risco.

Ele foi, por exemplo, um dos primeiros acionistas do Google, em 1998. Além de Uber, Twitter, Airbnb e Business Insider, entre outras dezenas de empresas.

De acordo com a Bloomberg, o patrimônio de Jeff Bezos é de US $151 bilhões. O Business Insider, em cálculo de 2018, estimou que seu patrimônio aumenta a uma velocidade de US$ 4.474.885 por hora.

Há poucos dias, Bezos comunicou que deixará o cargo de CEO da Amazon. O empresário fará isso após a Amazon passar pelo seu melhor ano da história, passando a ser avaliada em mais de 1 trilhão de dólares.

O livro A Loja de Tudo conta, com muitos detalhes e de maneira muito empolgante, a história da empresa criada por Jeff Bezos, a Amazon. A obra traz diversos ensinamentos e é frequentemente indicado pelas grandes referências do varejo. 

Steve Jobs

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Steven Paul Jobs, nascido no dia 24 de março de 1955 em São Francisco, Califórnia. Foi um dos fundadores da Apple, junto com Steve Wozniak e Mike Markkula. Filho de Joanne Schieble Jandali Simpson e Abdulfattah Jandali, teve 4 filhos: Lisa, sua primeira filha, com a namorada Chrisann Brennan, e Erin, Eve e Reed com Laurene Powell Jobs.

Steve Jobs foi criado por pais adotivos, Paul Reinhold Jobs e Clara Hagopian Jobs, que o batizaram. A adoção não ocorreu de forma harmônica, e o processo é completado apenas quando Paul se compromete a enviar o filho para a faculdade.

Em 1972 Jobs sai de casa para morar com a namorada na época, Chrisann Brennan, contra a vontade dos pais. No mesmo ano ingressou na Universidade Reed College, onde permaneceu formalmente por apenas 6 meses, mas frequentou o campus por 18 meses, obtendo a permissão para assistir às aulas como observador. Entre eles, o curso de caligrafia, que o influenciou na criação da tipografia do Macintosh.

Seu primeiro emprego formal foi na Atari, em 1974. Junto com Steve Wozniak, desenvolveu uma versão do jogo Pong para apenas um jogador. 

Em 1976 fundou a Apple Computer Inc que comercializava um computador pessoal desenvolvido por Wozniak pouco tempo antes. O primeiro lote do Apple I, com apenas 50 unidades, foi vendido para a Byte Shop por US$ 25.000, capital usado para instalar a equipe da Apple em uma garagem.

Saindo da Apple pelas excentricidades e personalidade forte em 1985, voltando em 1997 como consultor, em uma situação delicada para a empresa, com 40% das ações vendidas para a Microsoft. 

Permaneceu como CEO da Apple até 2009, deixando o cargo para Tim Cook, mas ainda mantendo controle sobre decisões importantes da empresa. Morreu em 5 de outubro de 2011 por um câncer pancreático raro, que lutava desde 2004. Porém, deixou seu legado sendo um dos criadores e o principal nome de uma das maiores empresas do mundo, contribuindo imensamente para o varejo mundial.

O livro Steve Jobs conta, de maneira muito completa, toda a jornada de Steve até se tornar um dos líderes empresariais mais reconhecidos no mundo. Mostra desde sua juventude até o grande sucesso da Apple.

Abílio Diniz

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Abílio Diniz nasceu no dia 28 de dezembro de 1938, na cidade de São Paulo. Primogênito do casal Floripes Pires e do português Valentim Diniz.

Quando se formou no ensino médio, Abílio decidiu que cursar administração de empresas seria seu próximo passo. Aliando seu trabalho na doceria do pai, Abílio se formou em 1959, pela FGV. 

Sua ideia era continuar estudando ao término da graduação, e já estava até de “malas prontas” para iniciar sua pós-graduação nos Estados Unidos. Porém, a proposta de sociedade que seu pai, que prestes a abrir o supermercado Pão de Açúcar, fez com que ele adiasse os estudos por quase cinco anos. 

Em 1965, foi para os Estados Unidos se especializar em Marketing pela Universidade de Ohio e Economia pela Universidade Columbia.

No final da década de 80, o Pão de Açúcar cambaleava, e Valentim pediu para que Abílio retornasse para a direção da empresa, cargo que não ocupava há alguns anos. Em troca, o filho teria plenos poderes para tocar o negócio.

Com o lema “corte, concentre e simplifique”, o empresário conseguiu recuperar a companhia, que naquele momento estava prestes a decretar falência. Para isso tomou medidas radicais que afetaram até o alto escalão do Grupo.

Contudo, o ato de Valentim dar “plenos poderes” a Abilio não agradou aos outros cinco irmãos. Isso desencadeou uma crise interna no GPA que duraria até 1994, quando Abílio se tornaria acionista majoritário e somente sua irmã Lúcia continuaria presente na empresa, com 12% do grupo.

Em 1995, o Grupo Pão de Açúcar se tornou uma empresa de capital aberto; em 1997 achou caminhos de como aplicar na Bolsa de Valores de Nova Iorque; em 1999 o grupo francês Casino adquire 24% da empresa; em 2003 Abílio deixou a presidência do Grupo para se tornar conselheiro.

E, por fim, em 2013, Abílio se desligaria de vez do grupo construído pela família Diniz. Desde 2014 está se dedicando majoritariamente ao grupo Península Participações, além de tocar outros negócios.

O livro Abilio Diniz conta com grande riqueza em detalhes a trajetória de Abilio, desde a fundação do Pão de Açúcar, período de atuação no Governo Federal e a saída conturbada do GPA. A obra é muito indicada por diversas referências.

Ray Kroc

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Raymond Albert Kroc nasceu no dia 5 de outubro de 1902, na cidade de Oak Park, EUA. Ainda na adolescência começou a se interessar pelo mundo dos negócios, e não teve paciência para continuar na escola, deixando os estudos e tentando seguir carreira em diversos negócios.

Ray buscou seguir carreira como músico por determinado tempo, sendo que atuou como pianista, músico de Jazz e DJ de rádio.

Porém, o emprego que obteve maior êxito no período foi como vendedor em uma empresa de copos de papel. Graças ao seu talento com vendas, Kroc teve diversas promoções no período.

Após deixar a empresa de copos, Ray se aventurou pela primeira vez no setor alimentício, em uma rede de restaurantes de Oak Park.

Com a experiência que adquiriu na época, Kroc viu oportunidade como vendedor ambulante de produtos ligados ao setor. Em parceria com a fábrica Prince Castle, seu maior destaque de vendas era a máquina de milk-shake Multi-Mixer.

Revendendo o Multi-Mixer que ele percebeu, na década de 50, uma lanchonete em San Bernadinho, na Califórnia. Na época, o alto número de pedidos do comércio gerou curiosidade em Ray.

Criada pelos irmãos Richard e Maurice McDonald, o diferencial da lanchonete era o tempo necessário para servir as refeições. Kroc viu uma oportunidade naquele modelo.

Aproveitando da insatisfação com o retorno financeiro que os irmãos tinham, Ray propôs ajudá-los a expandir a rede.

Na época, o esquema de franquia estava começando a crescer nos EUA. Diante disso, Kroc buscou na padronização dos produtos e das lojas uma forma de levar vantagem sobre a concorrência.

“Embaixo dos panos”, contam livros sobre o caso, Ray arquitetou um plano, no qual comprou o terreno da sede fundadora e encurralou os irmãos McDonalds a venderem a marca para ele. Com o controle do negócio, o empresário acelerou o processo de expansão da empresa.

Nos dias de hoje o McDonalds é uma das marcas mais conhecidas no mundo, e já foi consumida por grande parte da população mundial.

O livro Fome de Poder conta toda a trajetória de Ray Kroc, desde quando vendia máquinas de fazer milk shake até assumir o controle do McDonalds e levá-lo ao sucesso e grandeza que a empresa tem nos dias de hoje. 

Samuel Klein

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Nascido em 15 de novembro de 1923, em Lublin, Samuel Klein era de família humilde e precisou batalhar bastante para se tornar um dos maiores empresários de nosso país. Por ser Judeu, Klein fugiu da Polônia para o Brasil e se naturalizou brasileiro. Mas antes disso, teve que enfrentar situações difíceis em sua vida. 

Durante a Segunda Grande Guerra, teve sua família perseguida pelos nazistas. Aos 19 anos, foi levado junto com seu pai a um campo de concentração, onde eram submetidos a trabalho escravo, enquanto sua mãe e cinco irmãos foram levados a um campo de extermínio e ele nunca mais os viu. 

Sua vontade de sobreviver fez com que ele fugisse do campo de concentração e permanecesse escondido até o fim da Guerra, quando seguiu para Munique, para reencontrar o pai. Lá ficou, casou-se e começou a dar seus primeiros passos na área de vendas.

Em 1951, decidiu partir para a América do Sul. Chegando à Bolívia, que vivia uma guerra civil, partiu rumo ao Brasil, onde se instalou em São Caetano do Sul. Iniciou seu negócio com uma charrete, na qual vendia roupas de cama, mesa e banho.

Transitando pelas ruas da cidade do ABC Paulista, Samuel batia de porta em porta oferecendo os seus produtos. Ao se deparar com clientes que queriam alguma mercadoria mas não podiam pagar, oferecia formas facilitadas de pagamento, como o crediário. 

Cinco anos depois, Samuel abriu sua primeira loja no centro de São Caetano, dando o nome de Casa Bahia, uma homenagem a sua clientela, cuja maioria era composta por retirantes nordestinos que também tentavam uma vida mais próspera na cidade paulista.

Com o tempo, começou a ampliar a cartela de produtos. A loja era bem frequentada, pois as pessoas podiam pagar à prestação e acabavam sempre voltando para adquirir novos produtos. 

O empresário partiu em 20 de novembro de 2014, aos 91 anos, mas deixou um grande legado para o cenário varejista. Talvez, a grande cartada de Samuel foi o crediário, revolucionando e democratizando as compras.

O livro Samuel Klein conta de maneira muito interessante a história do fundador das Casas Bahia. A obra é uma verdadeira lição de vida e empreendedorismo.

Henry Ford

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Henry Ford nasceu no estado de Michigan, nos EUA. Começou a trabalhar com motores na fazenda onde cresceu, ajudando no conserto das máquinas usadas. Também tinha aptidão na montagem e desmontagem de relógios. Aos 16 anos, saiu de casa para ser aprendiz de operador de máquinas.

Com passagens por algumas empresas, continuou atuando nessa área até que construiu o seu primeiro motor, movido a gasolina. Já na casa dos 20 anos de idade, tornou-se o principal engenheiro maquinista da cidade de Detroit, na empresa Edison Illuminating Company.

Com a promoção e o bônus salarial, passou a se dedicar aos projetos pessoais na área de motores que funcionavam à base de gasolina. No ano de 1896, criou o Quadriciclo, seu primeiro automóvel.

Em 1903, criou a Henry Ford Company. Mas ele não cumpriu o esperado por seus investidores, já que apostou na montagem de carros esportivos, e foi desligado da empresa. A empresa foi renomeada e, tempos depois, com a ajuda de investidores, Henry criou seu novo grupo: a Ford Motor Company.

Desde o início, o veículo produzido pela Ford Motor bateu o recorde de velocidade terrestre daquela época. A Ford tornou-se conhecida nos Estados Unidos graças ao piloto de corrida Barney Oldfield, que dirigia o modelo 999. A Ford Motors foi também uma das primeiras patrocinadoras da atual 500 Milhas de Indianápolis.

Outra revolução da empresa foi o pagamento de melhores salários, o que fez com que o quadro de funcionários se tornasse menos rotativo. Henry Ford chamava isso de “salário motivação” o que mantinha as melhores mentes da região na empresa.

Após construir uma grande empresa, colocou em prática um modelo de montagem que ficou conhecido como fordismo. No galpão entravam peças e saiam automóveis prontos para rodar. Cada carro podia ser concluído em menos de duas horas.

Ele revolucionou os meios de produção na época, criando a padronização de produtos, otimização de funcionários e políticas de metas.

O livro Minha vida, minha obra conta a história de Henry Ford de maneira completa, abordando sobre os princípios que o guiaram a se tornar uma das figuras mais marcantes da história industrial norte-americana. 

Sam Walton

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Samuel Moore Walton nasceu em Kingfisher, no estado de Oklahoma (EUA). Ainda criança, durante a Grande Depressão que assolou os Estados Unidos no final da década de 1920, Sam trabalhou para ajudar os pais com as despesas domésticas.

Pouco depois, na University of Missouri, Walton estudou economia e fez o Reserve Officers’ Training Corps, curso especial para treinar futuros oficiais das forças armadas dos EUA.

Quando se formou, na década de 1940, foi trabalhar em um escritório de administração chamado J. C. Penney. Deixou o trabalho pois foi avisado que poderia servir aos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1945, após deixar as forças armadas, criou sua primeira loja de utensílios variados, uma franquia na cidade de Newport. Depois, se desfez do comércio e arrendou uma nova loja. Pouco a pouco, foi abrindo novos pontos de vendas pela cidade, e em 1960 já era dono de 16 estabelecimentos.

A primeira loja Walmart foi aberta em 1962, em Rogers, no Arkansas. Na época, Sam Walton se esforçou para vender produtos feitos apenas nos EUA. O esforço incluía encontrar fabricantes americanos que pudessem fornecer mercadorias para toda a cadeia do Walmart a um preço baixo para barrar à concorrência estrangeira.

Em 1977, já era dono de 800 estabelecimentos. Hoje, o Walmart possui lojas em diversos locais do mundo. Em 2017 eram 11.277, distribuídas por 27 países, com 2,3 milhões de funcionários. Entre 1982 e 1988 foi considerado o homem mais rico dos Estados Unidos pela Forbes.

Ainda em 2017, foi a maior loja do mundo em faturamento, com US$ 500 milhões em faturamento.

Sam Walton morreu em 1992, aos 74 anos, vítima de um tipo de câncer ósseo. Na época, tinha patrimônio estimado em US$ 8,6 bilhões.

Os negócios de Sam Walton ficaram a cargo de sua mulher e seus quatros filhos após o falecimento do empresário.

Sem dúvidas, Walton deixou seu legado no cenário varejista mundial, e não poderia estar de fora da lista de personalidades do varejo.

O livro Sam Walton: Made in America conta, com muita profundidade, como Sam Walton saiu de uma pobre cidade algodoeira e criou o Wal-Mart, a maior cadeia de lojas varejistas do mundo. 

Jack Ma

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Ma Yun, que depois mudaria o nome para Jack Ma, nasceu em 10 de setembro de 1964, em Hangzhou, na China. Em 1972, após visita do então presidente americano Nixon à sua cidade, ficou intrigado pela língua inglesa.

Passou a pedalar por 40 minutos todos os dias para ir até o principal hotel da cidade, se oferecer como guia turístico gratuito, assim, aproveitava para aprender inglês.

De família pobre, acreditava que sua única possibilidade para mudar seu futuro estava nos estudos. Porém, ele não era exatamente um aluno exemplar. Levou sete anos para completar o ensino fundamental, tentou entrar em uma universidade chinesa por três anos seguidos e foi recusado 10 vezes em Harvard. Anos depois, viria a ser convidado, inúmeras vezes, para dar palestras na instituição de ensino.

Em 1988, graduou-se em artes e inglês e se tornou professor do idioma. Em uma viagem aos Estados Unidos como tradutor, em 1995, descobriu a internet, e foi a partir daí que as coisas começaram a mudar na vida de Jack.

Após digitar a palavra “cerveja” em um buscador viu que não havia informação nenhuma sobre seu país. Percebendo a oportunidade, resolveu criar o site China Pages no improviso junto com um amigo. 

Durante quase um ano, competiu com a China Telecom para ser o “criador” de sites para empresas chinesas, mas, no final, topou vender a empresa para a concorrente por US$ 185 mil.

Em 1999, ele reuniu 18 amigos em seu apartamento e contou da ideia de criar um site onde vendedores do mundo todo, especialmente pequenos produtores, poderiam vender os produtos.

O grupo reuniu US$ 60 mil e começou o site de vendas online Alibaba, que, atualmente, é um conglomerado de tecnologia, que responde por mais de 60% do comércio eletrônico na China e está entre os principais e-commerces do mundo.

Ma também é filantropo, contribuindo para melhorar a educação, o meio ambiente e a saúde. Desde o início da pandemia, as Fundações Jack Ma e Alibaba transportam suprimentos diretamente para quem precisa.

O livro Por dentro do Alibaba conta, com muitos detalhes, a história de Jack Ma e todo o processo de fundação do Alibaba. O livro é escrito por um ex-executivo da companhia que foi um dos responsáveis pelo crescimento e consolidação do Alibaba, e isto torna a obra ainda mais valiosa.

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