No cargo há apenas 10 dias, Sergio Rial, CEO da Americanas renuncia após enorme surpresa anunciada pela Americanas: nova gestão encontrou “inconsistências em lançamentos contábeis” em anos anteriores, incluindo o exercício de 2022, da ordem de R$ 20 bi.

O documento divulgado diz: “Neste momento, não é possível determinar todos os impactos de tais inconsistências na demonstração de resultado e no balanço patrimonial da companhia”.

Gestores estão estarrecidos com o tamanho do problema. “O que estou entendendo é que a companhia está com R$ 20 bi a mais de capital de giro, financiamento de fornecedor que não estava colocado no balanço, mas é relevante demais para não estar”, diz um gestor que acompanha a empresa.

“Não tem efeito caixa mas na alavancagem sim, vai disparar e estourar todos os covenants.”

Dois gestores afirmam que a companhia vai ter que chamar um aporte de capital para ficar de pé.

CEO cai

Sergio Rial, que foi nomeado em agosto e era uma das apostas para recuperação da varejista, além de André Covre, diretor de relações com investidores, não devem permanecer no cargo.

Para o lugar, o conselho nomeou interinamente para CEO e diretor de relações com investidores o Sr. João Guerra, que, segundo a Americanas, possui ampla trajetória nas áreas de tecnologia e recursos humanos, e não envolvido anteriormente na gestão contábil ou financeira.

Os acionistas de referência da Americanas, presentes no quadro acionário há mais de 40 anos, informaram ao conselho de administração que pretendem continuar suportando a 0cmpanhia, tendo o Sergio Rial como seu assessor nesse processo, prestando apoio na condução dos trabalhos.

Para acessar o documento divulgado, clique aqui.

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