A fidelização no setor varejista é um dos maiores desafios enfrentados, em especial em um cenário onde a competição está cada vez mais acirrada. Nesse sentido, é comum que esses programas de fidelidade demandem muito tempo dos shoppers, porém, esses esforços realmente estão fazendo sentido para os consumidores?

Segundo dados que estão presentes no Relatório Varejo 2021, publicado pela Adyen, 79% dos consumidores acreditam que os varejistas precisam melhorar a forma como recompensam seus clientes. 

Além disso, 64% entendem que os programas de fidelidade atuais demandam muito tempo dos clientes, o que mostra a falta de praticidade do uso desses programas, gerando insatisfação e não utilidade.

Essas consequências são muito prejudiciais para o varejista, em especial aqueles que dedicam muitos recursos para implementação de um programa de fidelidade que, na verdade, está oferecendo uma má experiência para o cliente.

O Relatório Varejo 2021 entrevistou de forma online 2.000 consumidores de todas as regiões do país. 

Um dos argumentos apresentados pelo Ayden foi que, com a alta demanda de aplicativos, redes sociais e plataformas de mensagens instantâneas, o consumidor encontra mais opções e oportunidades para interagir com as marcas.

Dessa forma, a obrigação de utilizar mais um cartão, informar o CPF a cada nova compra, ou até mesmo se preocupar com pontos que vão se expirar ou não, acabam desestimulando o consumidor a participar dessas iniciativas.

Como uma saída diante desse cenário, a pesquisa aponta que 80% dos entrevistados afirmam que atrelar benefícios ao cartão de crédito poderia entregar maior praticidade e, consequentemente, mais valor para o consumidor. Muitas empresas já estão com práticas nesse sentido, como é o caso da Rappi e da Méliuz que oferecem cashback na compra por meio de seus cartões.

Muitas críticas estão sendo direcionadas para empresas especializadas nesse setor. Recentemente, Marcelo Linhares, Co-Founder e CEO da Onfly, fez uma postagem em seu perfil do LinkedIn apontando que a Dotz possui cerca de 60% da sua receita vinda de serviços não prestados, ou seja, que os clientes não puderam utilizar.

Portanto, este contexto evidencia que a preocupação dos varejistas não deve ser só em apenas oferecer benefícios que possuem valor para o cliente final, mas também ter atenção quanto a praticidade no uso desses benefícios ofertados.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui