O novo cenário sanitário causado pela pandemia gerou impactos gigantescos para as empresas no varejo, infelizmente em sua maior parte impactos negativos que demandaram ações para minimizar os prejuízos que o coronavírus causou.

Em razão de ser um momento novo historicamente, principalmente em virtude da influência da tecnologia nessa nova pandemia que o planeta está passando, muitas ações realizadas pelas empresas eram desconhecidas. 

Dessa vez, fazer benchmarking não era possível, e aquelas empresas que já estavam preparadas para um cenário digital, se destacaram na pandemia. Porém, esse novo momento não se trata apenas do digital, mas também de como enxergar melhorias desde a experiência do cliente até as operações logísticas, por exemplo.

Diante desse contexto, a lista abaixo apresenta diversas perspectivas e visões diferentes de profissionais conceituados do varejo sobre este momento.

1. Samira Bolson, Head de Varejo da Dengo Chocolates para o Mercado&Consumo

O varejo vai ter que reinventar os seus indicadores. A interferência do delivery na conversão na loja e nas metas individuais dos vendedores é algo a ser pensado. Mudou tudo, pois teremos de construir esses KPI’s novamente a partir deste novo normal.

2. Fabio Faccio, CEO da Renner para o Mercado&Consumo

Essa aceleração não vai acabar com as lojas, pelo contrário, elas só irão mudar de papel. Hoje os espaços físicos se transformaram em showrooms, campos de pesquisa, locais de lazer e até pontos de retirada e envio de produtos.

3. Richard Stad, CEO da Aramis Menswear para o Mercado&Consumo

A pandemia acelerou em três anos a visão de consumer centric. As empresas e os consumidores aceleraram o seu entendimento sobre isso também. Neste sentido, a cultura ágil veio com relevância.

4. Hector Nunez, CEO da RiHappy em entrevista à Exame

A mudança que está ocorrendo no comportamento do consumidor de uma forma brusca, vai continuar. Os clientes e as pessoas estão mais digitais do que nunca.

5. Antonio Salvador, Board Member na Saraiva

A crise é um momento onde você deve falar muito sobre valores, pois é um momento em que você terá de tomar decisões difíceis, você estará desligando gente e estará tendo conversas difíceis a todo momento. Diante disso, é momento de exercer os valores e propósitos da organização da melhor maneira possível.

6. João Appolinário, Fundador e CEO da Polishop em entrevista ao NeoFeed

Diante do surto de coronavírus o eixo do consumo daquilo que as pessoas valorizam mudou completamente. O hábito mudou, as pessoas estão valorizando produtos inovadores.

7. Juliano Ohta, CEO da Telhanorte durante participação no 8º Fórum LIDE do Varejo e Marketing

Colocamos o digital como prioridade de ação e não deixamos apenas no plano de ideias. Ganhamos cinco milhões de clientes novos no digital. Precisamos repensar as lojas grandes do passado para sermos mais eficientes e digital. Mais de 80% dos consumidores olham para o futuro de maneira positiva.

8. João Appolinário, CEO da Polishop em entrevista ao NeoFeed

Estão faltando produtos. O grande problema agora é o descasamento entre o varejo e a indústria. O consumo voltou e a indústria parou. Haverá falta de produtos nesta Black Friday e durante o ano todo. Essa questão só será resolvida em 2021.

9. Roberto Jatahy, CEO do Grupo Soma em entrevista para a Exame

O mercado está num alvoroço sem saber a participação de cada canal na venda total, porque o varejo ainda não absorveu o comportamento definitivo do consumidor. 

Conclusão

Perspectivas diferentes, mas definitivas com relação a necessidade de adaptação ao comportamento do consumidor e a preparação para novas tendências diante do surto de coronavírus.

Infelizmente, o cenário ainda não deve mudar por algum tempo, o medo da segunda como ocorreu na Europa e outros impactos que os prejuízos da demanda causaram, faz com que ainda seja importante buscar novas formas ferramentas e maneiras de resolver novos problemas.

Portanto, a busca por entender como os principais profissionais do mercado estão pensando e agindo nesse faz contexto tem ainda mais valor. Muitos erros ainda serão cometidos, mas as tomadas de decisão com maior assertividade podem criar vantagens competitivas tanto no curto como longo no prazo para as empresas varejistas.

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