Não é novidade que o cenário de pandemia trouxe impactos negativos para o varejo, e com o mercado da moda não foi diferente. Como resultado, as receitas caíram, funcionários foram demitidos e muitas lojas precisaram fechar.

Com algumas das restrições ficando mais maleáveis e algumas pessoas tentando voltar à normalidade, os varejistas tiveram a tecnologia como ferramenta para se reinventarem, aproveitando a oportunidade para aumentar as receitas. 

Com o futuro ainda incerto, um recente estudo da McKinsey indicou que o mercado da moda pode retornar aos níveis pré-pandemia apenas em 2022 ou 2023. Por isso, a tecnologia pode ser um grande aliado nesse sentido. Abaixo estão listadas 5 tecnologias que podem ter grande influência nesse cenário de recuperação.

1. Tecnologia IA

A Inteligência Artificial (IA) é um das maiores inovações da tecnologia, com ela é possível analisar comportamentos e personalidades das pessoas, ajudando de maneira mais rápida e eficiente nas tomadas de decisão da empresa. Estudando o mercado e seus comportamentos, é possível criar tendências em tempo real, e com os dados, poder tomar decisões para as próximas coleções.

Como exemplo disso, em 2018, a Tommy Hilfiger anunciou uma parceria com a IBM e o Fashion Institute of Technology, com o objetivo de mostrar como os recursos de IA podem dar aos varejistas uma vantagem em termos de velocidade.

Nessa parceria a IA foi capaz de estudar sobre cores, tecidos, imagens de passarela, conteúdo de mídia social, e com os insights obtidos através de dados, os designers de criação puderam ter um suporte nas decisões das novas coleções. 

Portanto, a IA pode ser uma tecnologia de grande ajuda na recuperação pós-pandemia, ajudando os varejistas a entenderem melhor o comportamento dos clientes, quais as novas tendências no mercado para suportar as tomadas de decisão, além de diversos outros benefícios.

2. Tecnologia RA 

A Realidade Aumentada (RA) é uma tecnologia utilizada para integrar elementos virtuais com a realidade física. Essa tecnologia, abre inúmeras possibilidades de melhorar a experiência de compra, com ela, o cliente pode experimentar e interagir com o produto sem estar na loja física, dando muito mais suporte para a venda.

Como exemplo disso, em 2019 a Gucci lançou uma linha de tênis de realidade aumentada chamada “try-on”. O aplicativo iOS, permite que os clientes experimentem o estilo dos tênis virtualmente. Apesar de ainda não ser muito utilizada, a RA já parece demonstrar bons resultados quando aplicada. 

Para avaliar o potencial do uso dessa tecnologia,  o Boston Consulting Group (BCG) teve acesso aos dados de um aplicativo de beleza que usa a RA. Os dados mostram que entre 8% e 12% das clientes de 18 a 44 anos que testam os produtos na RA, clicam no botão “comprar”, contra conversões de outros sites que ficam entre 1% e 3%.

Por essa razão, a RA se apresenta como um grande diferencial para os varejistas. Quem conseguir utilizá-la para melhorar a experiência de compra dos seus clientes, dando mais interação com o produto e suporte na decisão de compra, tem em mãos um grande potencial de aumento nas vendas. 

3. E-commerce

As vendas online já estavam em grande crescimento, com a pandemia ela foi a solução de muitas lojas que não podiam abrir para vender, o que fez com que as receitas aumentassem nesse período caótico. Isso já fez muitos abrirem os olhos para o potencial dessa ferramenta, podendo se tornar um hábito permanente pós-pandemia. 

Um estudo do Boston Consulting Group (BCG) aponta que o comércio digital pode aumentar de 35% a 55% das vendas. Ele tem como vantagens, o aumento de potenciais clientes, facilidade de vendas a distância e traz mais comodidade ao consumidor. 

Grandes varejistas da moda, como Netshoes e Dafiti, atuam somente com o e-commerce e já há alguns anos com grande presença de vendas no Brasil, mostram o poder de venda que essa ferramenta tem. 

Com o constante crescimento do comércio online, se mostra cada vez mais importante que os varejistas de moda estejam presentes nesse mercado digital para conseguir atingir uma parcela maior de mercado.

4. Omnichannel e Internet das Coisas

O omnichannel é uma estratégia usada para interligar os canais da empresa, fazendo interações entre si durante os processos de compra, podendo potencializar as experiências do cliente. 

Um estudo feito pela Harvard Business Review (HBR), mostrou que 73% dos clientes usam vários canais durante sua jornada de compra, ou seja, os clientes fazem pesquisas e buscam informações para apoiar a decisão no momento de aquisição do produto/serviço.

De forma online, o cliente consegue pesquisar quais os produtos disponíveis na loja física, fazer a compra e pedir para retirar na loja. Se ele estiver na loja física, a empresa pode oferecer a possibilidade de fazer um pagamento móvel, evitando filas. Além disso, ainda pode ser possível escanear o código de barras da mercadoria para ter as informações detalhadas do produto.

Uma análise feita pela Centric Digital mostrou que 67% dos executivos varejistas têm dificuldade em analisar os clientes no omnichannel, o que mostra que quem conseguir fazer isso, pode alcançar um diferencial competitivo no mercado, já que a solução ainda apresenta pouca maturidade no setor. 

5. Mídia Social vs. Moda

Apesar de já ser muito comum, as mídias sociais ainda não fazem parte do dia a dia de parte considerável dos varejistas de moda do país, em especial as pequenas lojas. A mídia social mudou muito esse universo, a conectividade e alcance nas mãos das pessoas fizeram com que elas pudessem participar do que realmente acontece dentro do mundo da moda ao invés de só assistir de longe. 

A mídia social dita tendência e muda o comportamento das pessoas, o que está presente nela, é o que vai estar no mundo físico. Ela é como uma revista ao vivo, uma vitrine que pode ser vista de casa, sempre atualizada com as melhores tendências. 

Por meio das mídias sociais, as empresas conseguem se aproximar de seus clientes, criando conteúdo e interagindo. Entre diversas outras funcionalidades, uma que se destaca é que essa conexão pode ser usada para aumentar a fidelidade do consumidor com o varejista. Contudo, para que os resultados ocorram, é importante ter uma estratégia bem definida, pois o mal uso das redes sociais também pode gerar prejuízos para as empresas.

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