No terceiro trimestre do ano passado, o varejo digital faturou R$ 18 bilhões. Porém, com as grandes mudanças em praticamente todas áreas causadas pelo coronavírus, o varejo digital teve uma alta acima do esperado (85,1%) e alcançou R$ 33,4 bilhões de faturamento, de acordo com a Neotrust/Compre&Confie, empresa focada em e-commerce. 

O conteúdo tem como objetivo apresentar como o varejo digital tem crescido e quais principais setores que se destacaram em meio aos bons resultados.

Segundo o estudo, apesar das medidas isolamento social terem sido flexibilizadas, os brasileiros continuaram com seus hábitos de busca por produtos e serviços na internet. Além disso, apesar de não ter tanto impacto, é importante observar que parte dessa demanda estava reprimida em razão dos primeiros meses da pandemia terem causado uma necessidade nas pessoas que pouparem seus recursos.

No período analisado, também houve um aumento de 76% dos pedidos realizados em relação ao mesmo trimestre de 2019, chegando a 79,2 milhões. As principais categorias em volume de vendas foram:

  • Moda e Acessórios: 20%
  • Beleza, Perfumaria e Saúde: 15,1%
  • Entretenimento: 11,8%.

No entanto, apesar desse aumento ser um caminho natural e o crescimento do varejo digital deva continuar crescendo em comparação aos últimos anos, esse crescimento acelerado nos últimos trimestres não devem se manter por muito tempo.

As medidas de isolamento social ficaram mais flexíveis e quando a vacina estiver disponível para a população, o varejo físico, que no Brasil ainda é muito forte, vai voltar aos patamares de antes, ou até mesmo maiores do que antes, já que vai haver uma demanda reprimida relacionada a experiência do cliente em ambientes físicos.

Esse contexto, portanto, apresenta como aquelas organizações que investirem seus esforços e recursos na melhoria da experiência do cliente, podem sair na frente quando não houverem mais essas medidas. Por fim, Daniel Domeneghetti, CEO da DOM Strategy Partners, afirma que: 

“O resultado do estudo mostra que independente da evolução digital nas relações de consumo, somos humanos e precisamos manter a experiência física e as condições relacionais. E nesta dualidade entre a aceleração digital e o fortalecimento humano, o desafio é submeter a tecnologia às pessoas e não o contrário.”

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